sexta-feira, 18 de março de 2011

BOLETIM DA ANVISA OFERECE DICAS PARA IDENTIFICAÇÃO DE MEDICAMENTOS FALSOS

 

NOTÍCIAS PELO MUNDO

BRASÍLIA [ ABN NEWS ] - Um boletim com dicas para os consumidores poderem identificar medicamentos verdadeiros foi criado pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a fim de oferecer maior segurança à população.

De acordo com o documento, os consumidores devem ficar atentos para algumas informações importantes no momento da aquisição de um medicamento. A embalagem sempre traz indicações de segurança e uma delas, conhecida como “raspadinha”, fica em uma das laterais da caixa. Trata-se de uma tinta que, ao ser friccionada por qualquer objeto de metal, reage deixando à mostra a logomarca da empresa e uma palavra: Qualidade.

Conferir o lacre e comprar o remédio somente em farmácias ou drogarias é outra atitude importante, segundo informa o boletim. Os estabelecimentos só funcionam no Brasil com Autorização de Funcionamento de Empresa (AFA) e, no caso da venda de medicamentos controlados, precisam ainda de Autorização Especial (AE).

Informações como nome comercial do medicamento (ausente no caso de genéricos), nome do fabricante, número do lote, datas de fabricação e validade e telefones do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) são algumas das exigências que devem constar da embalagem. Em geral, medicamentos falsos apresentam erros ortográficos nas embalagens.

Segundo Dirceu Raposo de Mello, diretor-presidente da Anvisa, há 15 anos o problema estava restrito a vendedores ambulantes. Atualmente, já pode ser identificado até mesmo em farmácias e drogarias regulares, prática que vem sendo severamente combatida. O estabelecimento pode sofrer penalidades ainda mais graves se participar de algum programa governamental, como o “Farmácia Popular”. “O Estado Brasileiro não vai financiar quem não cumpre com o dever e utiliza o estabelecimento para práticas ilícitas”, alertou o diretor-presidente da Anvisa. Ele chama atenção para a gravidade do crime de falsificação de medicamentos: “Ao contrário de um CD ou tênis, no caso dos medicamentos, o dano pode ser a morte”.

“Depois dos inalantes e da maconha, os benzodiazepínicos e os estimulantes são as substâncias mais usadas pela população, muitas vezes por meios ilícitos, o que mostra que a preocupação com os medicamentos precisa ser constante”, lembrou o coordenador-geral do Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas, Vladimir de Andrade Stempliuk.

O secretário-executivo do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP), André Barcellos, citou a importância da iniciativa da Anvisa: “ao se disponibilizar informações que contribuem para o consumo consciente, possibilita-se, também, o exercício da cidadania”.
 
 
http://reierei.blogspot.com/2010/07/boletim-oferece-dicas-para.html

domingo, 13 de março de 2011

Emagrecer

TODO MEDICAMENTO USADO PRA EMAGRECIMENTO, DEVE SER ACOMPANHADO DE REEDUCAÇÃO ALIMENTAR E ATIVIDADE FÍSICA, REMÉDIOS NÃO FAZEM MILAGRE, E SÃO PARTE DE UM TRATAMENTO. O IMPORTANTE É DESCOBRIR, O QUE LEVOU A PESSOA A GANHAR ESSE SOBREPESO, ANTES DE TOMAR QUALQUER MEDICAÇÃO.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

DR.Wesley Perreira dos Santos

 Tratamento
     O emprego de medicamentos para tratamento da obesidade foi durante muitos anos duramente criticado pela imensa maioria da classe médica, inclusive e principalmente pelos endocrinologistas, existindo um grande preconceito contra os médicos que receitavam qualquer tipo de medicamento para a obesidade.
     Hoje este quadro tem evoluido, havendo uma maior aceitação pela classe médica da necessidade de algumas vezes se lançar mão de tal recurso.
     Ainda hoje, no entanto, ainda há dois tipos de conduta opostas, a meu ver radicais, aqueles que nunca receitam medicamentos e aqueles que os receitam em todos os casos .   A meu ver ambas as posições estão erradas, pois hoje é aceitável,  a prescrição de medicamentos para os paciente obesos com IMC acima de 30, ou em pacientes na qual a obesidade é tão patológica que o benefício supera as contraindicações dos mesmos. Já existe, inclusive aqueles que preconizam o tratamento do obeso morbido a vida toda com algum tipo de medicamento.  Esta nova posição, afirma que a obesidade é uma doença grave, e deve ser tratada como tal.  Se outras patologias crônicas tais como o Diabetes, Hipertensão, Cardiopatias, etc, são tratadas com medicamentos (e muitos com graves efeitos colaterais, e nem por isto deixam de ser prescritos), porque não tratar a obesidade com remédios?  .Na minha experiência de 26 anos com anorexígenos por exemplo, foram RARÍSSIMOS os casos de efeitos colaterais graves, apenas os habituais, tais como boca seca, leve taquicardia, etc. Sabemos que os medicamentos existentes ainda não são os ideais, e é necessário que a medicina aprofunde as pesquisas para  descobrir medicamentos mais eficazes, e deixar-mos de tratar os obesos como glutões irresponsáveis e culpados eternos de seu próprio infortúnio.


Medicamentos Anorexigenos:
     Os anorexígenos são erroneamente confundidos com a Anfetamina,  na verdade esta nem é fabricada no Brasil,  e tem apenas em comum com os anorexígenos  o núcleo Fentermina.
As principais indicações para o uso de anorexigenos são:
1-       Presença de hábitos alimentares claramente patológicos, tais com bulemia, hiperfagia, e compulsão alimentar.
2-       Incapacidade de ingerir dietas hipocalóricas para que haja uma redução do peso.
3-       Obesidades mórbidas,  com risco para o paciente
4-       Paciente com IMC acima de 30 Kg/m2
5-       Paciente com IMC acima de 25 Kg/m2 com associação com alguma doença como o Diabetes, dislipidemias e hipertensão arterial
6-       Tratamentos ineficazes com dieta, exercícios ...etc.
Dietilpropiona:
     É o anorexígeno mais comumente  utilizado no Brasil.  Age como neurotransmissor da noradrenalina, e é a nosso ver o mais potente anorético.  Age nos núcleos hipotalâmicos laterais inibindo a fome. Tem um potencial de dependência, mas em nossa experiência vimos pouquíssimos casos .   Observamos que ao longo do tratamento, apresenta uma queda da atividade anorexiante com o passar do tempo.   
     Os efeitos colaterais mais comuns podem ser:  boca seca, constipação intestinal, irritabilidade, insônia e mais raramente taquicardia e hipertensão arterial.
Femproporex:
     Também é um anorexígeno  de ação semelhante a Dietilpropiona.  Age através de inibição do centro da fome hipotalâmico, tendo a noradrenalina como neurotransmissor. 
     Seus efeitos colaterais geralmente são menos intensos que os da Dietilpropiona.  .Os efeitos presentes tais como boca seca, insonia e irritabilidade, geralmente são mais leves.
     Nos casos de pessoas idosas, cardiopatas e hipertensos que necessitam de medicação anorexiante é um dos produtos de nossa escolha.
    
 Mazindol:
     Se o Femproporex e a Dietilpropiona  não são anfetaminas, o Mazindol  muito menos, pois tem uma ação totalmente diversa dos outros anorexigenos. Enquando aquelas substâncias agem através da síntese ou da liberação da Noradrenalina, o Mazindol age inibindo a recaptação da Noradrenalina nas teminações nervosas.
     Neste sentido este teria a vantagem de continuar atuando mesmo após um longo tempo, ao contrário dos outros anorexígenos anteriores que tem sua ação limitada elo exaurimento da reserva de noradrenalina
     É possível que o Mazindol tenha sua ação no sistema límbico e não no hipotálamo.  Outra possibilidade também é que o ele atue via dopamina.
     Independente de sua atuação, é um bom anorexigeno, que no entanto  tem sua utilização limitada pelos efeitos colaterais que provoca.  Além da boca seca,  a obstipação intestinal é quase certa.  .Alguns pacientes relatam quadro depressivo, sensação de desconforto, agitação intensa e um sintomas semelhantes a um quadro de pânico....


Medicamentos Serotoninérgicos
     São medicamentos que atuam aumentando a saciedade, isto é, a pessoa ficaria satisfeita logo com menor quantidade de comida ingerida, voltando a ter fome em um período mais longo que o usual.   Tem também um efeito sobre a compulsão alimentar que é um distúrbio alimentar muito comum em mulheres.
Femfluramina e D-Fenfluramina:
     Estes medicamentos serotoninérgicos foram recentemente retirados do mercado pela possibilidade de provocarem lesões de válvulas cardíacas. Por isto não vale a pena comentários a respeito destes fármacos.
Fluoxetina e Sertralina:
     São antidepressivos,  que podem  fazer diminuir o peso pela ação eminentemente serotoninérgica.    Ainda não são reconhecidos pelas autoridades sanitárias como tendo indicacão para o tratamento da obesidade.   .Seus efeitos, na nossa experiência são fracos e passageiros sobre o hábito alimentar.   .Pessoalmente os indicamos para paciente que tem  ou já fizeram tratamento anteriores para depressão, para os quais o uso de anorexigenos é formalmente contraindicado.  
 Sibutramina:  
     A Sibutramina foi o último grande lançamento da indústria farmacêutica de medicamentos com ação sobre o sistema nervoso central.  .Tem tanto uma ação serotoninérgica , inibindo a recaptação da serotonina e também um efeito catecolaminérgio.  O primeiro efeito promove um aumento da sensação da saciedade agindo também sobre a compulsão alimentar  e,  o segundo,  um efeito inibidor na  sensação de fome e  aumento na queima de calorias.
     Efeitos colaterais:   são poucos,  geralmente cefaléia, obstipação intestinal, boca seca e insonia.  Pode haver um aumento da pressão arterial e recomenda-se cuidado na sua administração para indivíduos cardiopatas e hipertensos. Não é derivado anfetamínico e segundo a literatura não há risco de dependência química. Ainda não há estudos sobre sua ação sobre crianças e adolescentes. Por precaução ainda não é indicado sua prescrição para  pacientes com menos de 18 anos de idade. Até o presente os estudos não mostraram nenhum efeito sobre as válvulas cardíacas.
      No Brasil é vendido nas farmácias nas apresentações de 10 e 15 mg, com os nome comerciais de Reductil e Plenty.
Medicamentos Termogênicos:
     São medicamentos que incrementam a queima calórica e tendem portanto a promover a perda de peso. As substâncias mais conhecidas são:
Fenilpropanolamina:
Efedrina
Aminofilina
Cafeína.
     São medicamentos raramente usados na prática clínica, e quando usados, o são, como coadjuvantes de outros medicamentos devido a seus efeitos colaterais frequentes que são a taquicardia, hipertensão arterial e estimulo ao SNC.


INIBIDORES DA ABSORÇÃO INTESTINAL DE GORDURAS
     No momento contamos como representante deste grupo, com o Orlistat (Xenical) que atua inibindo a ação da lipase pancreática, e provocando com isto uma redução em cerca de 30 % na absorção total de gordura ingerida em uma refeição.
     Pelo seu próprio mecanismo de ação o efeito colateral mais comum é o aumento da freqüencia de evacuações e dependendo do volume de gordura ingerida a diarréia intensa.
     Tem também um efeito hipolipemiante o que seria teoricamente benéfico para os pacientes portadores de hiperlipidemias.
     Os defensores de seu uso,  preconizam que o mesmo teria também um efeito educativo para quem faz uso do mesmo, já queos pacientes aprenderiam a comer e identificar os alimentos que contenham indices altos de gordura em sua composição.
     Se tomado por um tempo prolongado é recomendável que seja feito uma reposição de vitaminas lipossolúveis.
    
Para quem receitar?
Quais os criterios de escolha de um ou outro medicamento?
     Seguimos a orientação recomendada pela ABESO (Associação Brasileira de Estudos da Obesidade).
Pacientes de hábito alimentar compulsivo:  isto é , pacientes que beliscam o dia todo e que comem devido a um estado crônico de ansiedade, seria mais indicados os medicamentos do Grupo serotoninergico ( Fluoxetina e Sibutramina)
Pacientes com hiperfagia prandial:  isto é, pacientes que comem em grandes volumes nas principais refeições,  indicamos os medicamentos do grupo dos anorexigenos (Femproporex,  Dietilpropiona ou Mazindol)
Uso do Orlistat – Xenical : é mais útil em pacientes que se alimentam em horários regulares, pois o seu mecanismo de ação se dá nas gorduras ingeridas em uma determinada refeição. O Orlistat pode ser administrado como medicação principal ou em associação com medicamento anorexigeno ou serotoninérgico.
     Finalmente deixo aqui registrado as palavras do Professor Alfred Halpern:
“A obesidade é,  na maioria das vezes,  doença crônica que, portanto exige tratamento crônico.   Sendo assim, há grande possibilidade de que haja necessidade permanente de utilização de medicamentos anti-obesidade em muitos indivíduos“
“E é aí, no balanço entre indicação e possíveis riscos, que deve se basear o julgamento do médico “


sábado, 6 de novembro de 2010

TRATAMENTO DA OBESIDADE COM MEDICAMENTOS

Eles devem ser empregados de forma adjuvante a mudanças de estilo de vida que incluam dieta saudável e prática de atividade física, nas seguintes situações:

1) Índice de massa corpórea (IMC = peso/altura x altura) maior do que 30;

2) IMC maior do que 27 na presença de condições como diabetes, hipertensão arterial, síndrome metabólica, doenças cardiovasculares e outras.

Nessas circunstâncias podemos indicar os seguintes medicamentos:

1) Femproporex e dietilpropiona: drogas que provocam liberação do neurotransmissor epinefrina em certas regiões do cérebro, reduzindo o apetite. Os estudos mostram que, em longo prazo, elas são capazes de reduzir o peso corpóreo em 3% a 4%. A pressão arterial precisa ser controlada, especialmente nos hipertensos;

2) Sibrutamina: é inibidora da recaptação dos neurotransmissores serotonina e epinefrina. Nos estudos realizados, provoca redução média de 5% do peso corpóreo. Os principais efeitos colaterais são hipertensão e taquicardia;

3) Orlistat: age inibindo cerca de 30% da absorção de gordura pelo intestino.  Em um dos estudos, foi capaz de diminuir o peso dos participantes em 3%; em outro, reduziu a incidência de diabetes. Os efeitos colaterais estão relacionados com a ação da gordura nas paredes do intestino grosso: flatulência, cólicas e urgência para evacuar;

4) Rimonabant: age nos neurônios do sistema canabinóide (o mesmo em que a maconha atua), contribuindo para regular o equilíbrio energético, a ingestão de alimentos e o peso corpóreo. Nos estudos, tem demonstrado reduzir o peso em cerca de 5%. Os principais efeitos colaterais são depressão (às vezes grave), ansiedade, náuseas e diarréia.

Os fármacos para o tratamento da obesidade se dividem em 3 grupos principais, de acordo com o seu principal modo de ação, atuando:

1. Sobre o sistema nervoso central modificando o apetite ou a conduta alimentar.
Catecolaminérgicos : Fentermina, Fenproporex, Anfepramona (Dietilpropiona), Mazindol, Fenilpropanolamina.
Serotoninérgicos : Fluoxetina , Sertralina.
Serotoninergico + Catecolaminergico: Sibutramina.

2. Sobre o metabolismo, incrementando a termogênese.
Efedrina, Cafeína e Aminofilina.

3. Sobre o sistema gastrointestinal diminuindo a absorção de gorduras.
Orlistat.

 

A Caralluma  fimbriata se tornou um dos produtos mais populares para a perda de peso no Brasil, mesmo que haja poucos estudos confirmando isso, a perda
de peso é evidente e isso é tudo o que realmente importa.

Caralluma é um cactos suculento e muitas pessoas estão procurando a caralluma para emagrecer. Quem toma a caralluma não somente releta a perda de peso, como também relata um aumento de energia. A Caralluma é original da India, e os hindus usavam a caralluma para suprir a fome. 

Qual é a Caralluma Fimbriata?

Caramulla  Fimbriata é essencialmente um legume de uso diário na Índia. É comido em diversas formas. Ela é cozida como um legume regular com temperos e sal. É utilizada em conservas como picles e chutneys e é mesmo comido cru.
Tribos indígenas mastigam pedaços de Caramulha fimbriata para suprimir a fome quando em um dia de caça. A caralluma é utilizada entre as classes de trabalho no Sul da Índia para suprimir o apetite e aumentar a resistência